18 de abril de 2018

Dentista é presa por racismo contra bebê


A polícia prendeu nesta terça-feira em Teresina a dentista Delzuite Ribeiro de Macêdo. Ela é acusada de ato de racismo contra um bebê na cidade de São Raimundo Nonato – PI. Delzuite não resistiu à prisão quando foi localizada pelos policiais hospedada no Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Piauí, no centro da capital.
O caso ganhou repercussão depois que Delzuite Ribeiro de Macêdo escreveu comentários racistas em sua rede social e ser indiciada pelo mesmo crime com diferentes vítimas na delegacia da cidade, segundo a delegada que acompanha o caso há pelos 08 denúncias de racismo contra a dentista.
Procurada pela imprensa a dentista disse que está sendo caluniada.
Abaixo parte do texto publicado por Delzuite em uma rede social.


IMPROBIDADE: Ministério Público pede bloqueio de bens de Sebastião Madeira



O Ministério Público do Maranhão propôs Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, o ex-procurador-geral do município, Gilson Ramalho de Lima, e o juiz titular da Fazenda Pública de Imperatriz, Joaquim da Silva Filho. A ACP, protocolada no dia 13, foi elaborada pelos titulares da 1ª e 6ª Promotorias de Justiça Especializada em Defesa do Patrimônio Público e Probidade Administrativa, Nahyma Ribeiro Abas e Albert Lages Mendes.
De acordo com as investigações do Ministério Público, Sertammy Andrade Melo e Jaqueline Ferraz dos Santos foram nomeadas para o cargo em comissão de assessoras jurídicas, lotadas na Procuradoria-Geral do Município. No entanto, as servidoras foram cedidas para prestarem serviços de natureza particular ao juiz da Vara da Fazenda Pública de Imperatriz, Joaquim da Silva Filho.
O MPMA apurou que o envio das servidoras para o gabinete do juiz não obedeceu a procedimentos legais nem foi informado à direção do Fórum ou ao Tribunal de Justiça. Além disso, o Artigo 85 do Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Imperatriz prevê a possibilidade de cessão apenas de servidores efetivos para prestarem serviços em outros órgãos, vedando assim a disponibilidade de pessoas em cargos de comissão.
“Todo o processo de lotação das servidoras foi realizado na mais absoluta informalidade, contrariando os trâmites necessários para a realização deste tipo de cessão, o que leva a presumir que elas estavam prestando serviço de natureza particular às expensas do erário municipal”, ressalta o promotor de justiça Albert Lages Mendes.
O depoimento das testemunhas também constatou que apesar de as servidoras estarem sob o regime de jornada de trabalho semanal de 40 horas, o magistrado permitia que elas cumprissem jornada de trabalho de apenas 20 horas semanais, quatro horas por dia, caracterizando lesão ao erário.
“Não havia interesse público em jogo que justificasse a nomeação e cessão das servidoras, mas única e exclusivamente o interesse do ex-prefeito e do ex-procurador-geral em agradar o magistrado, nomeando pessoas do seu círculo de amizade, já que Sertammy já havia estagiado voluntariamente no gabinete do juiz” , conclui a promotora de justiça Nahyma Ribeiro Abas.
PEDIDO
O Ministério Público pediu ao Poder Judiciário que bloqueie os bens dos requeridos e aplique as sanções listadas no artigo 12 da Lei de Improbidade Administrativa, que prevê ressarcimento integral do dano ao erário, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a dez anos e proibição de contratar com o poder público por até dez anos.
Redação: Iane Carolina (CCOM-MPMA)

1 de janeiro de 2018

Comunidade de Aparecida é elevada à paróquia e padre Moisés se torna primeiro pároco



O bispo de Imperatriz Dom Vilsom Basso deu posse nesta noite, 01 de janeiro ao padre Moisés Dias Dias como primeiro pároco de Nossa Senhora Aparecida. A posse aconteceu na mesma celebração em que a comunidade foi elevada à paróquia.
Moisés Dias também assumiu nesta noite o cargo de diretor da TV Anajás - afiliada da Rede Vida em Imperatriz.

Leia a baixo a mensagem do padre Moisés após a posse.


A Deus, nossa vida e missão!

Caríssimo leitor, ilustríssima leitora, deste importante meio de comunicação, a oração de Ação de Graças, de súplica e entrega, abaixo, será/foi proclamada na Santa Missa, às 19h do dia 01 de janeiro de 2018, pela nossa tomada de posse na nova missão pastoral na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e TV ANAJÁS, no Bairro Entrocamento – Imperatriz-MA...
A grande motivação de estarmos aqui, nesta casa de oração, da Mãe Aparecida, é a presença real do Cristo Jesus! Nós que ouvimos que Sua Mãe guardava tudo sobre Ele no seu coração e que comungamos seu Corpo e Sangue, devemos com muita alegria, entusiasmo e paixão comunicar a todos e todas, como os pastores, as graças e as maravilhas do nosso sentimento de pertença ao seu projeto de felicidade e à sua Igreja. Com a sua chegada, que veio ser Um conosco, viver a aventura humana e nos fazer felizes, mesmo nas perseguições e ameaças que vem de todos os lados, às vezes, de onde menos esperamos, deve ser nossa garantia e inspiração para permanecermos firmes e depositarmos nossa confiança no Senhor, a verdadeira Felicidade. Assim, a exemplo do Cristo Jesus, que não começava uma atividade pastoral sem confiá-la ao Pai, queremos entregar nossa nova caminhada pastoral ao Deus-Trindade, à Santíssima Virgem Maria e a Santa Teresa d’Ávila em preces de Ação de Graças e súplicas.
Agradeçamos ao Deus-Pai da Vida, que me gerou em uma família que tem como pilares o Senhor Justino Pereira Dias e a Senhora Maria do Socorro Silva Dias, responsáveis pela minha formação humana e religiosa nos valores do evangelho; agradeçamos pelo dom da vocação e por esta nova missão pastoral que nos escolheu na Igreja de seu Amado Filho, dedicada nesta Nova Comunidade Paroquial à Sua e Nossa Mãe Aparecida e, também, à frente da nossa querida TV ANAJÁS. Com alegria abraçamos este desafio porque acreditamos que o mesmo Espírito Santo que encarnou o Cristo Jesus no seio da Santíssima Virgem, que O acompanhou na sua missão libertadora, deu forças na sua Paixão e O Ressuscitou da morte, é o mesmo Espírito Santo que anima nossos corações nesta solene celebração, e nos inspira palavras e ações para tornar viva a presença do Deus-Amor na árdua caminhada de fé e esperança.
Rendamos graças a Deus-Pai, ainda, pelas famílias amigas da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de João Lisboa-MA e as demais famílias de outras paróquias, presentes nesta Santa Eucaristia, que oram e nos motivam na caminhada ministerial. Vocês para nós são estímulo de fé e prova viva de amor, pois quando se ama não existe obstáculos, distâncias e mal tempo. Pedimos-vos e convidamos, quando quiserem falar com Deus, quando sentirem saudades do céu, quando a vida estiver insuportável e difícil demais, venham aqui na casa da Mãe Aparecida para renovarmos nossas forças e esperanças no Deus-Presença-Viva.
Rogamos ao Deus-Filho, o Bom Pastor e Eterno Mestre, por nosso Pastor Diocesano Dom Vilsom Basso que, no seu múnus pastoral, faz a mediação da vontade de Deus no nosso ministério presbiteral, que ele seja sempre fortalecido na sua árdua missão diocesana e que, para além de administrador de uma Diocese, ele seja para nós um grande Pai-Guia-Pastor. No altar da unidade, que nos faz Igreja-Comunhão, apresentamos o presbitério de nossa Diocese, especialmente, o Colégio dos Consultores, a nossa voz ouvida, e os amigos-irmãos padres presentes nesta celebração eucarística para que, nutridos pelo Cristo, Pão Vivo do Céu, possamos ser instrumentos e canais da salutar fraternidade presbiteral, a exemplo da comunidade apostólica com o Seu Senhor. Ao Padre Edinaldo Pereira, dirigimos nossos agradecimentos pela ação pastoral nesta paróquia, outrora comunidade. Que o Cristo, Bom Pastor, abençoe sua vida e vocação na nova missão pastoral. Pelo seu dinamismo e pelos frutos colhidos, junto a nosso povo, pedimos a sua pessoa, Padre Edinaldo Pereira, sempre que a saudade apertar volte aos seus amigos que fazem parte de sua vida e do seu ministério sacerdotal.
Rogamos ao Deus-Espírito, sabedoria e fortaleza impulsionadora da Igreja, pela nova fase da nossa TV ANAJÁS, Rede Vida, agora sob a nossa responsabilidade e missão. Que o Divino Espírito Santo não nos deixe faltar a sensibilidade pastoral, para que as palavras pronunciadas, outrora, a Moisés: “Eu vi a aflição do meu povo... ouvi seu clamor... conheço os seus sofrimentos... desci para libertá-los...” (Ex 3,7-8), possam ecoar em nossos ouvidos, almas e corações, despertando-nos para a certeza de que temos como Igreja de Jesus Cristo de socorrer, cuidar e organizar conjuntamente da nossa TV ANAJÁS pois, em meio à cultura midiática que vivemos e diante das ideologias religiosas impostas, esta emissora católica faz-se urgentemente necessária em três importantes focos. Iluminados pelo exemplo da Sagrada Família, inicialmente, fazer da TV ANAJÁS uma GRANDE CATEQUISTA para evangelizar as famílias nas situações diversas de desemprego; enfermidades; dependentes químicos; casais em crise; pais e mães ausentes; cuidado aos idosos, crianças e adolescentes; falta de oração e diálogo..., onde na força da Palavra e da Eucaristia, possamos corajosamente fazer de cada família uma pequena Igreja Doméstica, por meio de uma comunição do jeito de Jesus e de Maria. Nas aventuras do Espírito, possamos evangelizar os meios de comunicação indo ao encontro dos batizados, mas não evangelizados, dos adultos não batizados e dos cristãos afastados da comunidade de fé, para que, por meio da televisão e de outros meios de comunicação, de inspiração católica, redescubram o encantamento por Cristo Crucificado Ressuscitado e voltem ao primeiro amor. Aqui lembramos os profissionais da imprensa falada, escrita e virtual que colocam seus dons e talentos a serviço da ação evangelizadora da Igreja na nossa Diocese, que o Santo Espírito os ilumine sempre em seus caminhos, pois muitas vezes não são reconhecidos pela nossa própria Igreja Católica. E, na força criativa do Espírito de Deus, mesmo na escassez de recursos humanos, materiais e financeiros, na paciência de que não podemos fazer tudo rapidamente, na obediência aos nossos superiores, tornar possível a TV ANAJÁS divulgar e levar aos corações e lares todas as ações evangelizadoras e missionárias da nossa Diocese de Imperatriz.
Com a Virgem Santíssima Mãe de Deus que, inicialmente, se revelou a mim, quando mais precisei, como Mãe de Guadalupe e Senhora de Nazaré, caminhara ao meu lado e me deu forças como Mãe Vitória e do Perpétuo Socorro e, mais agora no seu dia, na sua casa, nesta Nova Paróquia, neste Novo Ano, me leva nos vossos braços e no seu manto de amor como Mãe Aparecida, em uma só fé, com o espírito, alma e coração abertos, suplicamos pelos filhos e filhas de Deus que caminharão comigo, seu Pároco-Pastor, na mais Nova Paróquia da Diocese de Imperatriz. Obrigado pela acolhida de vocês nesta Casa Santa, minha Nova Família! Filhas e filhos da Mãe do Filho de Deus aqui chegamos! Amados e amadas de Deus aqui estamos! Para vos servir, caminhar e crescer com vocês na partilha dos sonhos e projetos; na vivência comunitária frutuosa e participativa; na construção do sonho de Deus, uma sociedade mais justa e fraterna. Que inspirados e encorajados pela graça divina, na liturgia que une fé e vida; na missionariedade que nos tira da pastoral de conservação; nas ações sociais e solidárias que nos faz verdadeiros cristãos; nas festividades da nossa padroeira que são a perfeita união entre fé, cultura e lazer, possamos mostrar a todos e a todas o rosto de uma Igreja mais alegre e samaritana, mais acolhedora e missionária. A face de uma Igreja, casa de escuta e escola de comunhão; um lugar de paz onde os filhos e filhas de Deus possam dizer, com alegria uns aos outros, bem-vindos à sua casa: A IGREJA DO AMOR DE MÃE! Por isso, em meio às adversidades, não tenhamos medo do novo, das novidades do Espírito. Pedimos isso por dois motivos. O primeiro vem do Cristo Jesus, que diz: “quem acreditar em mim, fará as obras que faço, e fará maiores do que estas” (Jo 14,12); e “...no mundo vocês terão aflições, mas tenham coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16,33). Para o Mestre ter fé é correr riscos, mas vale à pena! O segundo motivo vem de Santa Teresa d`Ávila, nossa padroeira diocesana, que precisa ser descoberta, a qual nos diz: “Deus ama os corajosos... em tudo o que fizeres tenham uma determinada determinação”. Assim, diante de Deus, com a proteção da Virgem Mãe Aparecida, à luz de Santa Teresa d’Ávila, sob a inspiração de Dom Vilsom, nosso Pastor Diocesano, queremos assumir o Projeto das Santas Missões Populares na nossa Paróquia!
Enfim, Deus-Pai-Mãe, para nossa nova missão pastoral Te pedimos confiantes: nas dores existenciais, fraquezas e limitações do caminho nos ampare efusivamente a força do teu Santo Espírito; nos desafios que não temos respostas fácies e na nossa fome de sonhos e esperanças nos sacie abundantemente a Graça Redentora do Teu Filho Cristo Jesus; quando as tristezas e os desânimos quiser nos abater apareça e socorra-nos constantemente a Vossa Mãe Santíssima. Ela que nunca colocou barreiras para Te servir Senhor, nos ensine incansavelmente a Te servir com alegria, coragem e fé. Amém. Assim seja!

Com coragem e fé somos capazes do impossível!

Pe. Moisés Pereira Dias
Servo da Mãe Aparecida
Festa da Santa Mãe de Deus – 1º de janeiro de 2018
Imperatriz - Maranhão




21 de dezembro de 2017

Dom Vilsom anuncia programação para posse de padres


O anúncio foi feito durante entrevista coletiva concedida na manhã de hoje no auditório do Centro Diocesano de Pastoral.
Pela primeira vez na história da diocese, um padre dará posse a outro, o que antes acontecia apenas com a participação do bispo. Dom Vilsom designou aos padres Francisco Lima e Valdeci Martins que o ajudem nas celebrações!
Veja abaixo a programação para a posse e a lista dos padres a serem transferidos e quem os dará posse.
26/12- Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Amarante: Pe Francisco Lima Soares às 19 h
26/12 – Bom Jesus, em Itinga: Pe. Valdeci Alves Martins, às 19 h
26/12- Perpétuo Socorro,em Imperatriz – MA: Dom Vilsom Basso, SCJ, às 19 h
27/12: Perpétuo Socorro, em João Lisboa-MA: Pe. Francisco Lima Soares, às 19 h
27/12: São Pedro Apóstolo,em São Pedro da Água Branca: Pe. Valdeci Alves Martins, às 19 h
27/12: Cristo Salvador, em Imperatriz: Dom Vilsom Basso, SCJ, às 19 h
28/12: Santo Antonio de Pádua, em Davinópolis-MA: Pe. Francisco Lima Soares, às 19 h
28/12: Nossa Senhora da Penha, em Vila Nova dos Martírios: Pe. Valdeci Alves Martins, às 19 h
28/12: Santa Teresa D’Ávila – Dom Vilsom Basso, SCJ, às 19 h
29/12: Maria, Mãe da Igreja, em Governador Edison Lobão: Pe. Francisco Lima Soares, às 19 h
29/12: Sagrado Coração de Jesus, em Cidelandia: Pe. Valdeci Alves Martins, às 19 h
29/12:Menino Jesus, em Imperatriz: Dom Vilsom Basso, SCJ, às 19 h
30/12: Santo Antonio de Pádua, em Imperatriz: Pe. Francisco Lima Soares, às 19 h
30/12: São José do Egito, em Imperatriz: Dom Vilsom Basso,SCJ- às 19 h
31/12: Nossa Senhora da Vitória, em Imperatriz, as 8 h: Dom Vilsom Basso, SCJ
31/12:Catedral Nossa Senhora de Fátima, em Imperatriz, às 19 h: Dom Vilsom Basso,SCJ
01/01/2018: Nossa Senhora Aparecida, em Imperatriz, às 19 h: Dom Vilsom Basso,SCJ
01/01/2018: Santa Inês, em Imperatriz, às 19 h: Pe. Valdeci Alves Martins
02/01/2018,: São Sebastião, em Açailandia: Pe. Francisco Lima Soares, às 19 h
02/01/2018: Nossa Senhora de Fátima, em Coquelandia: Dom Vilsom Basso,SCJ, às 19 h



28 de novembro de 2017

Bispo propõe campanha contra deputados que votarem a favor da Reforma da Previdência

Proteção social sem lógica mercantil

Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales

O projeto de Reforma da Previdência Social será votado na Câmara dos Deputados tão logo se concluam as negociações do executivo com o legislativo, na forma de “compra de votos” por meio de cargos e emendas parlamentares. Este projeto reduz direitos constitucionais e ameaça a vida de milhões de brasileiros, de modo especial os socialmente vulneráveis.

A Constituição de 1988, ainda em vigor, assegurou um sistema avançado de proteção social, conquistado a duras penas pela classe trabalhadora no bojo das lutas pela redemocratização do Brasil. A classe dominante jamais aceitou esse e outros avanços que, em última instância, apenas asseguram as bases para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática e justa.

O congelamento por 20 anos dos gastos com programas sociais e a recente reforma trabalhista ferem gravemente nossa “Constituição Cidadã”. Agora, a Proposta de Emenda Constitucional 287, que reforma a Previdência Social, se for aprovada, dificultará o acesso à aposentadoria de milhões de trabalhadores, especialmente rurais, reduzirá drasticamente o acesso ao Benefício de Prestação Continuada, que é o benefício assistencial ao idoso e à pessoa com deficiência, e cortará pela metade as pensões de viúvas e viúvos.

Os argumentos utilizados para essa reforma previdenciária são enganadores. O déficit alegado é falso. Essa constatação foi feita pela própria Comissão Parlamentar de Inquérito, constatando que a Previdência Social é, na realidade superavitária. Causa espanto um dos argumentos utilizados pelo Presidente da República para essa reforma, que o brasileiro daqui a pouco viverá 140 anos.

Nossa Lei Magna está sendo, assim, mutilada. Em consequência, os pobres, já crucificados, estão sendo ainda mais sacrificados com o desmonte descarado do sistema de proteção social. Instaura-se a barbárie. Perde-se a civilidade. O governo de plantão quer que o Estado adote a política de Pilatos. Este “lavou as mãos” na condenação de Jesus. Trata-se da política do “Estado Mínimo” que se exime de sua responsabilidade de proteger sobretudo os mais desvalidos.

O grau de respeito à dignidade humana de uma nação deve ser também medido por seu sistema de proteção social. A Doutrina Social da Igreja é clara na definição do papel do Estado de salvaguardar os direitos sobretudo dos mais pobres, garantindo, por exemplo, acesso a um sistema de proteção social que não esteja submetido à lógica mercantil. Afinal, proteção social deve ser comprada?

Um sinal muito particular de respeito humano é a proteção às pessoas idosas, a ser garantida, especialmente, por uma aposentadoria justa. Clamam aos céus o desprezo sofrido por elas. O Salmo 79,1 traduz, sabiamente, o clamor do idoso: “Não me rejeites na minha velhice; não me desampares quando forem acabando as minhas forças”. O livro de Levítico 19,32 exorta: “Levante-se diante de uma pessoa de cabelos brancos e honre o ancião...!”

Que tal, então, levantarmo-nos em respeito às pessoas idosas de hoje e de amanhã? Que seja um “levante popular”, evidentemente pacífico. Que tal, por exemplo, distribuirmos ostensivamente, “santinhos” com nomes, fotos e partidos políticos dos legisladores que votarem a favor dessa reforma da previdência, denunciando-os em seus “currais eleitorais”? David venceu Golias com uma simples funda. A força dos fracos está nas ações simples e contundentes.

Jales, 23 de novembro de 2017.


22 de novembro de 2017

Moradores de Piquiá comemoram resultados de manifestação em São Luis


Após um dia inteiro de protesto os moradores de Piquiá de Baixo, encerram a manifestação celebrando a conquista de que as grandes questões relativas ao projeto de reassentamento da comunidade foram resolvidas. Até amanhã 18h foram solucionadas as pequenas pendências formais entre os técnicos da Caixa Econômica Federal - CEF, a terceirizada (Araam) e os arquitetos assessores da comunidade.

Desde já, a CEF dá o projeto por aprovado e se compromete a elaborar os laudos respectivos e enviá-los ao Ministério das Cidades até a próxima segunda-feira, dia 27/11.
A comunidade de Piquiá de Baixo se ver cada dia mais perto da realização da construção do novo bairro que receberá o nome de Piquiá da Conquista, nome que define todo esses anos de luta dos moradores.

Em uma nota assinada pelo arcebispo de São Luis e presidente do Regional Nordeste V da CNBB, os bispos do Maranhão manifestaram solidariedade às 320 famílias de Piquiá.
O bispo de Imperatriz Dom Vilsom Basso visita com frequência o povoado e mantém contato permanente com as lideranças do movimento que pede o reassentamento. Foi lá no Piquiá que em outubro a Diocese de Imperatriz celebrou o DNJ - Dia Nacional da Juventude.


Da Assessoria.

Em São Luis moradores de Piquiá de Baixo protestam contra a demora no processo de reassentamento


 Um bairro inteiro da cidade de Açailândia (MA) vive de maneira degradante há três décadas por conta do pólo siderúrgico e industrial que rodeia o bairro causando grande poluição e perigo à saúde. Na manhã desta quarta-feira (22), moradores do Bairro Piquiá de Baixo, de Açailândia (MA), interior do Estado, virão protestar contra a demora no processo de reassentamento na sede da Gerência Habitacional da Caixa em São Luís, que coordena o projeto. Há 30 anos os moradores sofrem com a poluição causada pelo pólo industrial que rodeia o bairro. A demora no processo de reassentamento vem preocupando a população que sofre de doenças de pele e pulmonar pela inalação e absorção de pó de ferro e outras substâncias prejudiciais à saúde humana. Os moradores exigem celeridade, pois aguardam, há quase um ano, pela aprovação do projeto executivo do novo bairro pela Gerência Habitacional da Caixa, em São Luís, que segundo eles, tem colocado diversos entraves, alguns que até contrariam a própria portaria do Ministério das Cidades para o Programa e a legislação urbanística vigente no município de Açailândia (MA). O caso já teve repercussão nacional e internacional, devido à grave violação de direitos humanos, levando inclusive à ONU a interpelar o Estado brasileiro para apresentar uma solução rápida e efetiva para a questão. O caso foi tratado também em audiência da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos, em Washington, em outubro de 2015. As denúncias levaram a comunidade a conquistar o terreno, e ter o projeto selecionado para financiamento pelo Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. Desde 2008, após avaliar as possibilidades, os moradores decidiram comunitariamente lutar pelo reassentamento em um local livre de poluição, pois o nível de degradação do local é muito alto, e afeta o solo, vegetação e rios que foram contaminados pelos resíduos vindo das chaminés das siderúrgicas. Uma equipe médica do Istituto dei Tumori de Milão realizou pesquisa avaliando a insuficiência respiratória dos moradores de Piquiá de Baixo por meio de estudos espirométricos e identificou 28% de casos patológicos, enquanto a média dos estudos realizados em outros países varia de 4 a 14% (2016). O Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado do Maranhão estiveram conduzindo uma mesa de negociações visando à efetivação do reassentamento. Essa mesa incluiu as indústrias de ferro gusa (representadas pelo SIFEMA), a Vale S.A., a Prefeitura Municipal de Açailândia e o Governo do Estado do Maranhão, além da Associação de Moradores e das entidades que os apoiam. Entenda o Caso O caso de Piquiá de Baixo é emblemático, recebeu sinais concretos de solidariedade nacional e internacional e, se bem resolvido, poderá se tornar modelo de organização popular capaz de converter os impactos industriais, identificar responsabilidades dos poderes políticos e econômicos e construir modelos de vida e produção realmente sustentáveis e respeitosos das culturas e prioridades locais. No bairro cerca de 1.100 pessoas sofrem cotidianamente com a poluição. O bairro já existia a pelo menos 15 anos da chegada das Siderúrgicas, a partir do final dos anos 80, juntamente com as operações cotidianas de transporte, descarregamento e carregamento de minério de ferro e lingotes de ferro-gusa pela empresa Vale S.A. Desde 2005, a Associação Comunitária dos Moradores do Piquiá (ACMP) tem se mobilizado frente a essas violações e encaminhado denúncias a distintos órgãos a respeito da grave situação decorrente dos altos índices de poluição. Laudos técnicos realizados por profissionais idôneos já atestaram pelo menos desde 2007 a inviabilidade da convivência entre as indústrias e assentamentos humanos naquela localidade. Nos últimos 10 anos, 380 famílias do bairro industrial de Piquiá de Baixo estão lutando contra as empresas poluidoras do polo industrial de Açailândia (MA) que corresponde as siderúrgicas Gusa Nordeste, Viena, Aço Verde Brasil e Cimento Verde Brasil, que juntas lançam substâncias altamente poluentes. Manifestações e protestos, denúncias, processos judiciais, reivindicações para o eficaz monitoramento ambiental por parte do Estado, luta para a instalação de filtros e diminuição dos impactos.