7 de abril de 2011

João Paulo II se tornará Santo


O corpo do papa João Paulo 2º será exumado no próximo dia 29, em ocasião da cerimônia de beatificação do Pontífice, segundo informou hoje o Vaticano.

Do dia 29 ao dia 1º de maio, data da cerimônia, o corpo permanecerá na Cripta Vaticana, em uma maca, coberto por um manto branco e diante do túmulo de São Pedro. O local ficará fechado ao público.

Em uma coletiva de imprensa, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, também disse que não tem informações de como será formada a delegação italiana que participará da beatificação.

Lombardi contou não saber nem se o presidente italiano, Giorgio Napolitano, e o primeiro-ministro Silvio Berlusconi vão comparecer à cerimônia.

"Não tenho a menor ideia de como será composta a delegação italiana", disse Lombardi.

Entre os chefes de Estado que já confirmaram presença estão o rei Alberto II da Bélgica e o presidente polonês, Bronislaw Komorowski, informou o porta-voz.

A beatificação de João Paulo 2º está agendada pra o próximo dia 1º de maio, no Vaticano, e a cerimônia será presidida pelo papa Bento 16.

4 de abril de 2011

Dom Gilberto Pastana lamenta morte de Jackson Lago

NOTA DE PESAR

DIOCESE DE IMPERATRIZ

DOM GILBERTO PASTANA - BISPO DIOCESANO


É COM IMENSO PESAR QUE LAMENTAMOS A MORTE DO EX-GOVERNADOR JACKSON LAGO, CATÓLICO DEDICADO E EXEMPLO DE PAI E AMIGO,ELE FOI UM GOVERNADOR QUE VALORIZOU AS RELAÇÕES INSTITUICIONAIS SEM EXIGIR QUE O GOVERNO FOSSE SEMPRE O CENTRO DOS DEBATES E DAS ATENÇÕES.
O MARANHÃO PERDE UM DOS SEUS GRANDES LÍDERES.NOS UNIMOS A FAMILIA E AOS AMIGOS NESSE MOMENTO DE DOR, NOS CONFORTA A CERTEZA DA RESSURREIÇÃO.
IMPERATRIZ, 04 DEA BRIL DE 2011
DOM GILBERTO PASTANA
BISPO DE IMPERATRIZ

Sebastião Madeira lamenta morte de Jackson Lago

Prefeitura Municipal de Imperatriz



Nota de Pesar



Profundamente entristecido, em nome do governo municipal e, da cidade de Imperatriz, manifestamos nosso grande pesar pelo falecimento do homem, do médico, do político, do grande ser humano que foi o Doutor Jackson Lago, pessoa que muito amou a vida, as pessoas e, o Maranhão como ninguém.

Imperatriz fica triste com perda desse cidadão maranhense na essência da palavra. Fica a saudade e o vácuo nas lides política.

Foram décadas de vida pública, de luta e, significativa contribuição para um Maranhão melhor.



Aos familiares do Doutor Jackson, nesta hora difícil, nosso abraço de afeto e respeito.



Sebastião Torres Madeira

Prefeito de Imperatriz

Morre Jackson Lago, ex-governador do Maranhão


O ex-governador do Maranhão Jackson Lago (PDT) morreu no final da tarde desta segunda-feira (4) em São Paulo, de acordo com a assessoria do Hospital do Coração (HCor). Aos 76 anos, ele deixou mulher, três filhos e seis netos. Nascido em Pedreiras (MA), era médico de formação.

Segundo informou a família, o corpo deve seguir para São Luís na manhã desta terça para ser velado na sede do PDT local.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), decretou luto oficial de três dias no estado após a morte.

A filha Ludmila Lago disse que o pai sofria de câncer de próstata desde 2004. Em novembro passado, segundo informou, o ex-governador deu início a sessões de quimioterapia em São Paulo, mas as sessões foram interrompidas em fevereiro porque ele estava muito debilitado. Em março, ele retomou a quimioterapia. Nesta segunda, entrou em coma, segundo o filho Igor.

“Como ele era médico, acho que ele já tinha certa noção do que estava prestes a acontecer. Mais do que nós”, afirmou Ludmila.

De acordo com a assessoria do PDT, ele foi internado pela última vez em 30 de março, "em estado febril, com falta de ar e cansaço devido ao tratamento quimioterápico a que estava se submetendo devido a um câncer de próstata em estado avançado".

"Ele teve uma metástase [disseminação da doença] e vinha segurando isso. A coisa começou a complicar nos últimos dois, três meses, quando ele foi para o hospital", afirmou o irmão Wagner Lago.

Cassação
Acusado de abuso de poder político e econômico na eleição de 2006 - o que sempre negou -, Lago teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março de 2009.

No lugar dele, assumiu Roseana Sarney (PMDB), segunda colocada em 2006. Mesmo após a posse de Roseana, Lago chegou a resistir a deixar o governo e passou noites no palácio. Ao sair, se disse "violentado".

o ano passado, Lago tentou voltar ao governo estadual, mas foi derrotado na eleição. A rival Roseana Sarney (PMDB) se reelegeu governadora, e ele ficou em terceiro lugar - Flavio Dino (PC do B) foi o segundo.

Além de governador (2007-2009), Lago foi prefeito de São Luís por três mandatos (1989-1992; 1997-2000 e 2001-2002, quando saiu para se candidatar a governador). Devido à doença, estava licenciado da vice-presidência do PDT, partido do qual é um dos fundadores.

Lago concorreu ao governo estadual por três vezes. Além de 2006 e 2010, ele disputou também em 2002, quando perdeu para José Reinaldo Tavares (PSB), que obteve 51,05% dos votos válidos.

Texto: G1

Mensagem de Dom Gilberto Pastana: Convite para a Romaria da Terra e das Águas

CONVITE PARA A 11ª ROMARIA DA TERRA E DAS ÁGUAS DO MARANHÃO

Piquiá-Açailândia, diocese de Imperatriz, 10 e 11 de setembro de 2011
Terra, água, direitos: resistir, defender, construir
Caríssimos irmãos e irmãs a caminho do Reino de Justiça, Paz e Integridade da Criação.
A Palavra de Deus nos garante “um novo céu e uma nova terra (...), a tenda de Deus com os homens. (...) Nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor e nem dor” (cf. Ap 21, 1ss).
Recentemente, todos os bispos do Maranhão evocaram essa verdade na carta aberta direcionada a todas as pessoas que atuam na defesa e na promoção da vida em nosso Estado.
Ao observar quantos grandes projetos de um desenvolvimento ilusório estão se instalando em nossos territórios, muitas vezes com uma agressão progressiva ao meio ambiente e às comunidades tradicionais, os bispos convidaram para uma radical inversão de prioridades e valores. Precisamos nos educar para um trato totalmente novo, mais ético, com o bem comum. Como lembra o livro de Apocalipse, “É o tempo de destruir os sistemas que destroem a terra” (cf. Ap 11,18): esse é o lema que orienta a Romaria da Terra e das Águas 2011.
Fieis ao Deus dos pobres, escutando o clamor da Mãe Terra, dos seus filhos e filhas, queremos celebrar a resistência e o protagonismo dos povos e das comunidades atingidas pelos sistemas de morte, no campo e na cidade.
A Romaria é convocada para os dias 10 e 11 de setembro no distrito industrial de Piquiá, Município de Açailândia e Diocese de Imperatriz. Nessa região, centenas de famílias pobres estão lutando contra a poluição e os impactos ambientais provocados pelo ciclo de mineração e siderurgia. São um símbolo e um paradigma das reivindicações de muitas outras comunidades, que se sentiram agredidas por um ‘desenvolvimento’ que não garante vida e dignidade às pessoas em seus territórios.
Temos certeza que as comunidades, a partir de sua fé na vida e no Deus criador, trarão para Romaria experiências de esperança e apontarão caminhos de renovação da aliança da humanidade com Deus e a natureza.
Precisamos defender nossas raízes e tradições, nossos sonhos de felicidade, nossas histórias e projetos comunitários. Podemos construir um Maranhão não mais pautado pelos grandes projetos do capital (muitas vezes transnacional), mas fruto das sementes de nossa cultura, tecido de experiências locais que já estão funcionando e precisam ser fortalecidas e valorizadas. Queremos, enfim, reafirmar e promover o nosso jeito de ser, viver, produzir e celebrar a vida!
Sejam bem-vindos/as à nossa Diocese de Imperatriz e entrem desde já no grande mutirão de preparação da Romaria!

Imperatriz, 25 de março de 2011 - Festa da Anunciação do Senhor.

Dom Gilberto Pastana
Bispo de Imperatriz e presidente do Regional Nordeste V


"venha o teu reino"
+ Gilberto Pastana

25 de março de 2011

Países da América Latina se posicionam sobre conflito na Líbia


Desde o último dia 15 de fevereiro, o ditador da Líbia, Muamar Khadafi - há 42 anos no poder - enfrenta uma revolta popular que já deixou centenas de mortos e mais de 300.000 desabrigados. O conflito no país chamou a atenção do mundo e fez com que países liderados pelos Estados Unidos, França, Inglaterra e países aliados iniciassem ataques aéreos no sábado (19).

Diante da situação de guerra os presidentes dos países da América Latina, se pronunciaram e, em sua maioria se posicionaram de forma contrária ao bombardeio. Alguns líderes latino-americanos acreditam que o ataque tem interesse comercial e visa apenas o petróleo do território líbio.

Essa é a opinião do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que condenou o bombardeio e disse que a intervenção militar é uma 'loucura imperial'. Chávez afirmou que o interesse é o petróleo líbio. Para ele, a organização das Nações Unidas violou princípios fundamentais por ter apoiado o ataque aéreo e ter respaldado a zona de exclusão aérea para a Líbia.

Hugo Chávez é aliado do ditador líbio Muamar Khadafi e solicitou uma mediação para buscar uma solução negociada desde que os grupos rebeldes se manifestaram. Ele propôs a criação de uma comissão internacional de paz para ajudar a resolver o conflito interno na Líbia.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, também condenou a intervenção militar da coalizão internacional e concordou com Chávez dizendo que os ataques tem o objetivo de tomar posse do petróleo da Líbia. "Agora vem uma guerra externa (contra a Líbia) das potências buscando como arrebatar o petróleo, porque o interesse deles é o petróleo. O de democracia é puro conto", declarou, segundo o portal oficial do governo 'El 19'.

Para Ortega, a intervenção militar na Líbia está longe de ser uma saída pacífica e contribui apenas para agravar mais o problema da região, que já tem o histórico de conflitos no Iraque e Afeganistão. A mesma opinião tem o cancheler da Venezuela, Nicolás Maduro, quem afirmou que os ataques podem provocar "uma situação de guerra no Mediterrâneo com consequências inimagináveis".

O líder da Bolívia, Evo Morales, se pronunciou sobre o caso durante o III Encontro do Conselho Ministerial da ALBA (Aliança Bolivariana das Américas), em Cochabamba. O mandatário rechaçou a intervenção militar na Líbia e também acredita que o ataque é um pretexto para se chegar ao petróleo, assim como aconteceu no Iraque.

Ele comentou que os países que promovem os ataques devem ser investigados e punidos pelas violações de direitos humanos e lançou uma observação: "Quando tem um conflito em Honduras, um golpe de Estado, nem as potências nem ninguém se mobiliza. Que contradição dos distintos impérios!".

Fernando Lugo, presidente do Paraguai, disse que "nenhum tipo de violência é justificada" e lamentou que as Nações Unidas tenham legitimado o ataque. A mesma opinião tem o presidente do Uruguai, José Mujica e o governo da Argentina. Da mesma forma, o Equador expressou que os ataques são "inadmissíveis" e promovem uma escalada de violência. Por meio de um comunicado o governo equatoriano de Rafael Correa disse que seu país "sempre defendeu a paz e a solução das controvérsias de maneira pacífica".

O cubano Fidel Castro também se pronunciou sobre os conflitos e pôs em dúvida a utilidade do Conselho de Segurança da ONU. Questionou ainda o poder militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que apoia a coalizão internacional.

A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, que recebeu a visita do presidente estadunidense Barack Obama, no sábado (19), dia em que ele autorizou o início dos ataques na Líbia, defende o cessar-fogo no país africano. O Brasil destaca a necessidade da busca do diálogo e a proteção da população civil.

O ministro da Justiça brasileiro, José Eduardo Cardozo, afirmou hoje (24) que a posição do governo brasileiro sobre a situação da Líbia é "uma postura correta, coerente e soberana, dentro dos princípios históricos que orientam as relações internacionais do país". O Brasil foi um dos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU e se absteve na votação da resolução 1973, que criou a zona de exclusão aérea na Líbia.

Por outro lado, países como Chile, Peru e Colômbia apoiam os ataques. Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, que é membro do Conselho de Segurança da ONU, disse que seu país sempre vai apoiar as posições que defendem a liberdade e a democracia. O governo chileno, apesar de deplorar as ações executadas pelo regime líbio e apoiar os ataques contra a Líbia, disse esperar que a violência tenha fim

R$ 22 bilhões até 2015 para garantir abastecimento de água


Dos 5.565 municípios brasileiros, 55% poderão ter déficit no abastecimento de água. Desses, 84% necessitam de investimentos para adequação de seus sistemas produtores e 16% precisam de novos mananciais.

Levantamento inédito em todo o País coordenado pela Agência Nacional de Águas, o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água reúne informações detalhadas sobre a situação dos5.565municípios brasileiros com relação às demandas urbanas, à disponibilidade hídrica dos mananciais, à capacidade dos sistemas de produção de água e dos serviços de coleta e tratamento de esgotos.

O Atlas revela que 3.059, ou 55% dos municípios, que respondem por 73% da demanda por água do País, precisam de investimentos prioritários que totalizam R$ 22,2 bilhões. As obras nos mananciais e nos sistemas de produção são fundamentais para evitar déficit no fornecimento de água nas localidades indicadas, que em 2025 vão concentrar 139 milhões de habitantes, ou seja, 72% da população. Concluídas até 2015, as obras podem garantir o abastecimento até2025.

O Atlas Brasil consolida o planejamento da oferta de água em todo o País a partir do diagnóstico dos mananciais e da infraestrutura hídrica existente (sistemas de captação de água, elevatórias, adutoras e estações de tratamento) e da identificação das melhores alternativas técnicas. É o resultado do trabalho feito em articulação com órgãos do governo federal, estaduais e municipais.

O Norte e o Nordeste possuem, relativamente, as maiores necessidades de investimentos em sistemas produtores de água (mais de 59% das sedes urbanas). Chama a atenção a precariedade dos pequenos sistemas de abastecimento de água do Norte, a escassez hídrica no Semiárido e a baixa disponibilidade de água das bacias hidrográficas litorâneas do Nordeste. No Sudeste, os principais problemas decorrem da elevada concentração urbana e da complexidade dos sistemas produtores de abastecimento, que motivam, muitas vezes, disputas pelas mesmas fontes hídricas.

"O intenso trabalho que resultou no Atlas Brasil ajuda o país a identificar os gargalos e carências de várias regiões, os conflitos vivenciados nos grandes centros urbanos pelas mesmas fontes mananciais e a avaliar suas infraestruturas para atender adequadamente ao abastecimento público. Cada um dos 5.565 municípios brasileiros, um a um, foi avaliado. Dessa forma, é uma ferramenta indispensável para a tomada de decisões e para a racionalização de investimentos em todo o País”, disse a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira. "O que estamos propondo é a ação articulada e integrada entre União, Estados e Municípios, e entre os setores de recursos hídricos e de saneamento, para o sucesso das alternativas, das quais dependem, em grande parte, a sustentabilidade urbana, econômica e ambiental das cidades, grandes e pequenas. A experiência adquirida na construção do Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água leva-nos a pensar em propostas ainda mais ousadas, como um Atlas da Universalização do Abastecimento de Água, atendendo também as comunidades isoladas dos nossos municípios, em sintonia com as diretrizes da Presidente Dilma Rousseff, de priorizar o combate à miséria extrema no Brasil”, completou a ministra.

INVESTIMENTOS

Juntos, Nordeste e Sudeste demandam 74% do total dos investimentos necessários, que equivalem a R$ 16,5 bilhões que seriam destinados a 2.076 municípios. Essas duas regiões requerem grande volume de investimentos devido ao maior número de aglomerados urbanos e por causa do Semiárido, que demanda grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água.

Do total dos recursos, 51% correspondem à adoção de novos mananciais (R$ 11,3 bilhões para 703 municípios), incluindo a conexão de atuais sistemas isolados a sistemas integrados, enquanto 49% restantes (R$ 10,9 bilhões) destinam-se à ampliação de sistemas de produção de água existentes (isolados ou integrados) para 2.356 sedes urbanas.

"O Atlas Brasil é estudo alicerçado na garantia de que as informações e propostas apresentadas são fruto de amplo consenso, alinhado entre representantes dos prestadores de serviços de abastecimento de água, órgãos de gestão dos recursos hídricos, Comitês e Agências de Bacias Hidrográficas, entre outras entidades municipais, estaduais e federais vinculadas aos setores de recursos hídricos e saneamento, que traz não apenas as soluções, mas formas de financiamento das obras propostas”, disse o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu.

ESGOTOS

A universalização dos serviços de saneamento é a meta básica de longo prazo a ser alcançada pelo País. O Atlas, porém, propõe a implantação de redes coletoras e Estações de Tratamento de Esgotos – ETE em municípios onde o lançamento de efluentes (esgotos sanitários) tem potencial para poluir mananciais de captação. Para isso, seriam necessários investimento adicionais de R$ 47,8 bilhões, sendo R$ 40,8 bilhões em sistemas de coleta e R$ 7 bilhões em tratamento de esgotos. Portanto, os investimentos necessários no longo prazo somariam R$ 70 bilhões, considerados os gastos de R$ 22, 2 bilhões para evitar déficit de abastecimento até 2015, e os R$ 47,8 bilhões necessários para manter a qualidade dos mananciais no futuro.

Os problemas associados à poluição hídrica são mais evidentes nos grandes aglomerados de municípios, devido à pressão das ocupações urbanas sobre os mananciais de abastecimento público. Os lançamentos de esgotos sem tratamento dos municípios localizados rio acima influenciam diretamente na qualidade das águas das captações rio abaixo.

PANORAMA REGIONAL

Norte: A região requer investimentos de R$ 1,9 bilhão. Amazonas e Pará concentram 77% dos investimentos do Norte (R$ 1,5 bilhão), destinados a 167 sedes urbanas. A opção de aproveitar as fontes de elevada disponibilidade hídrica foi predominantemente adotada nos grandes centros, como nos casos de Belém e Manaus, onde estão previstos R$ 756,7 milhões em recursos (39% do montante para toda a região). Cerca de R$ 1,4 bilhão estão voltados à ampliação de sistemas produtores abastecidos por fontes hídricas superficiais em 76 cidades, distribuídas predominantemente no Pará (sul do estado e eixo do rio Tapajós), Amazonas (Alto Rio Negro e região metropolitana de Manaus) e norte do Tocantins. Nas cidades de pequeno e médio portes, prevalecem as soluções baseadas na exploração de águas subterrâneas (poços rasos ou profundos), onde as restrições de acessibilidade são preponderantes na escolha de alternativas simplificadas, que não onerem ou inviabilizem a produção de água em localidades isoladas. Acesse aqui as informações sobre os estados do Norte.

Nordeste: São previstos aportes de R$ 9,1 bilhões (mais de 40% dos recursos do ATLAS), para 1.344 municípios. Mais da metade dos investimentos se concentra na Bahia e em Pernambuco (R$ 5 bilhões). Do total, R$ 3,4 bilhões destinam-se a ampliações de sistemas produtores em 919 sedes urbanas, entre os quais R$ 2,6 bilhões (para 424 cidades) correspondem a sistemas abastecidos por mananciais superficiais (prevalentes nos eixos do rio São Francisco e do litoral nordestino, norte de Alagoas, oeste da Bahia e em todo o Ceará) e R$ 777,4 milhões para novos poços, distribuídos especialmente na região nordeste da Bahia, interior e litoral norte do Maranhão e centro-norte do Piauí.Acesse aqui as informações sobre os estados do Nordeste.

Semiárido: Para essa região, área com maior escassez de água do Brasil, formada por oito Estados nordestinos e pelo Norte de Minas Gerais, osinvestimentos previstos totalizam R$ 6,4 bilhões (29% do total previsto para o País), com destaque para Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, que reúnem a maior parcela dos recursos (24%). Dos 1.133 municípios que compõem a região, 826 sedes requerem investimentos para ampliar a oferta de água, predominantemente na conexão a sistemas integrados projetados ou com obras em andamento (R$ 3,6 bilhões para 218 das sedes).
Centro-Oeste: A região requer investimentos de R$ 1,7 bilhão. O Distrito Federal, que abrange 30 regiões administrativas, e Goiás concentram o maior volume de investimentos, totalizando R$ 1,5 bilhão (85% dos recursos de toda a região). No Centro-Oeste predominam os investimentos na ampliação de sistemas produtores, representando 57% dos recursos (R$ 976,3 milhões para 161 municípios). Desse universo, R$ 55,4 milhões destinam-se a novos poços para 76 sedes urbanas concentradas, em grande parte, nos eixos centro-sul e leste do Mato Grosso do Sul e em todo o interior de Goiás. Os demais R$ 920,9 milhões, associados a ampliações de sistemas abastecidos por mananciais superficiais, referem-se ao atendimento de 85 sedes localizadas, predominantemente, no norte de Mato Grosso e Goiás e na região metropolitana de Goiânia. Exatos 42% dos investimentos do Centro-Oeste vinculam-se à adoção de novos mananciais (R$ 713,4 milhões para 44 cidades), com destaque para os novos mananciais previstos para o Distrito Federal, incluindo os aproveitamentos no lago Paranoá e na barragem de Corumbá IV. Acesse aqui as informações sobre os estados do Centro-Oeste.

Sudeste: São necessários investimentos totais de R$ 7,4 bilhões para o Sudeste, sendo que 87% dos investimentos estão concentrados em 274 municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde também se reúne o maior número de projetos existentes. Mais da metade dos recursos (R$ 4 bilhões) destina-se à adoção de novos mananciais para 111 sedes urbanas, distribuídas principalmente no interior de São Paulo, sul e oeste de Minas Gerais e na região metropolitana de São Paulo. Os demais R$ 3,4 bilhões (46% do total da região) correspondem a ampliações de sistemas produtores, abastecidos por poços (R$ 256,5 milhões para 232 sedes concentradas no oeste paulista e sudeste mineiro) ou por mananciais superficiais (R$ 3,2 bilhões para 384 sedes distribuídas em todos os estados do Sudeste, incluindo o interior e a região metropolitana do Rio de Janeiro). Verifica-se forte interdependência dos mananciais que abastecem, conjuntamente, as regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas e, de outro lado, a região metropolitana do Rio de Janeiro, pondo em evidência o papel estratégico das bacias do Alto Tietê; Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ); e Paraíba do Sul no atendimento simultâneo de todas as regiões. Acesse aqui as informações sobre os estados do Sudeste.

Sul: A região totaliza R$ 2 bilhões em investimentos distribuídos em 483 sedes urbanas (16% do universo dos municípios que requerem investimentos). A maior parte dos recursos (R$ 1,7 bilhão ou 85% do total) destina-se à ampliação de sistemas produtores, sendo R$ 835,6 milhões aplicáveis à exploração de mananciais subterrâneos para atendimento a 276 municípios, geralmente de pequeno porte distribuídos na região oeste dos três estados do Sul e coincidentes com as formações vulcânicas e do aquífero Guarani. Os investimentos em adequações de sistemas produtores associados a captações superficiais (R$ 875,8 milhões para 162 sedes urbanas) predominam na região centro-sul do Paraná, norte de Santa Catarina e no oeste do Rio Grande do Sul (em parte da bacia do Rio Uruguai). Para a adoção de novos mananciais foram previstos R$ 299,8 milhões, correspondentes a 38 sedes distribuídas, principalmente, pelo interior do Paraná. Acesse aqui as informações sobre os estados do Sul.

Regiões metropolitanas: Quase todos os principais aglomerados urbanos (incluídas as capitais e as regiões metropolitanas com população superior a 1 milhão de habitantes) necessitam de investimentos para a ampliação da oferta de água, incluindo o aproveitamento de novos mananciais ou a adequação dos sistemas produtores. Os R$ 9,6 bilhões previstos para essas regiões (43% do total para o País) beneficiarão 256 sedes municipais, onde se concentra quase a metade de toda a população urbana brasileira. Exatos 89% desses investimentos estão associados às concessionárias estaduais de saneamento. Essas regiões precisam buscar mananciais cada vez mais distantes e há crescente complexidade da infraestrutura hídrica. As ampliações dos sistemas produtores somam R$ 5,3 bilhões em investimentos, abrangendo as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís, Salvador, Aracaju, Goiânia, Belém, Macapá e Manaus, além da região integrada de desenvolvimento econômico de Teresina e das seguintes capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Cuiabá (MT), cujos aglomerados urbanos reunirão, em 2025, cerca de 47 milhões de habitantes em 189 sedes municipais.

Para acessar o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, visite: www.ana.gov.br/atlas

PRINCIPAIS CONCEITOS:

As soluções propostas pelo ATLAS visam: 1) ampliar ou adequar o sistema de produção de água; 2) adotar novo manancial, conforme o diagnóstico de cada sistema.

O sistema de produção de água compreende a captação da água em rio ou poço, a elevação através de bombas até a Estação de Tratamento de água ou Reservatório, a condução da águapor meio de adutoras e o tratamento da água para torná-la potável.

A adoção de novo manancial se dá quando, após a verificação através de estudos hidrológicos, constata-se que a quantidade de água em período de estiagem é ou será insuficiente para atender a demanda atual ou futura de água.

Entende-se por sistema isolado, o sistema de abastecimento que atende a uma sede municipal somente. Assim também, convencionou-se chamar sistema integrado àquele sistema de abastecimento de água que abastece 2 (dois) ou mais municípios.

Investimentos para implantação das obras de abastecimento de água

Ascom/ANA