29 de maio de 2008

Fernando Antunes reage à declarações do presidente do Demo

Por Josafá Ramalho
O Secretario do Desenvolvimento do Sul do Maranhão, Fernando Antunes, reagiu ontem, 29 à declarações do presidente nacional dos Democratas, o deputado federal (RJ) Rodrigo Maia que durante visita a Imperatriz fez criticas ao governador Jackson Lago.
Ainda no aeroporto, Rodrigo Maia teve o primeiro contato com a imprensa local e não poupou criticas ao Governo do Estado questionando o que considerou falta de obras na cidade.
Para Fernando Antunes, Rodrigo Maia, foi infeliz e as declarações demonstraram que o parlamentar não tem conhecimento algum do estado.
-“Foi lamentável. O deputado não teve se quer a preocupação de se informar antes de fazer críticas tão estúpidas”- disse o secretário Antunes.
Fernando Antunes disse que a atitude de Maia prejudica aos democratas e o desqualifica como líder nacional de um partido tão grande.
-“Se tivesse a preocupação com a verdade, o deputado Rodrigo Maia poderia até não mencionar as obras, mas certamente escolheria melhor suas palavras, ao saber que o Governo do Estado constrói atualmente em Imperatriz uma ponte com investimentos de cerca de R$ 100 milhões, uma rodoviária e um estádio de futebo,l além de outras obras como recuperação de ruas e estradas”-
Para Antunes, qualquer gesto planejado para atingir a moral do governador Jackson Lago, atinge diretamente um povo que historicamente sonhou com o momento em que vive o Estado do Maranhão, e ver nas obras do governo avanços sociais importantes.
-“O povo do Maranhão, e, sobretudo de Imperatriz, não se curvará a calúnias, difamações e a politicagem”, - conclui o Secretário de Desenvolvimento do Sul do Maranhão.

Relatório critica atuação de governos na proteção aos direitos humanos

Fonte -Adital
Neste ano, que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos, a Anistia Internacional divulgou seu Informe anual que "a injustiça, a desigualdade e a impunidade são, hoje, as marcas distintivas do nosso mundo". E os governos são os maiores responsáveis por essa situação, pois a prática deles é bem distinta da teoria que apresentam.
No mundo, ainda 81 países se utilizam de maus tratos e torturas contra a população; 54, promovem julgamentos sem que os réus tenham todas as garantias e, em outros 77 países, a liberdade de expressão é censurada. Em 45 países, as pessoas ainda são presas por suas posições políticas, os presos de consciência. A pena de morte, apesar de que 104 países votaram a favor de uma moratória mundial para ela, ainda foi constatada em 24 países, fazendo 1.252 vítimas.

As mulheres estão entre as mais afetadas por legislações que violam os direitos humanos. Só no primeiro semestre de 2007, cerca de 250 mulheres foram mortas por maridos ou por familiares violentos no Egito; e, em média, 2 mulheres eram estupradas por hora. Pelo menos 23 países têm leis que as discriminam.

De acordo com o levantamento, Darfur, Zimbabue, Gaza, Iraque e Mianmar são os pontos quentes que exigem uma ação imediata em matéria de direitos humanos. Mas na América Latina também existem destaques negativos, como é o caso da Colômbia. Só no ano passado, pelo menos 39 sindicalistas foram assassinados no país e, nos primeiros 4 meses deste ano, foram 22.

Na região, o relatório alfinetou o Brasil e México, que têm sido firmes tanto na promoção dos direitos humanos em nível internacional quanto em seu apoio à engrenagem de direitos humanos das Nações Unidas, mas, no âmbito doméstico, o desempenho de ambos não é satisfatório, assim "a credibilidade como defensores dos direitos humanos será contestada".

O principal foco do relatório, no entanto, foram os Estados Unidos. Como o país mais poderoso do mundo, os EUA são uma referência para os outros, mas, em matéria de direitos humanos, a influência norte-americana pode ser extremamente prejudicial. A prisão de Guantánamo, que o país mantém em território cubano, já violou - desde 2002 - o direito de cerca de 800 pessoas. Presos, acusados de terrorismo, os detidos em Guantánamo não respondem a nenhum processo legal, nem têm essas acusações comprovadas.

Além disso, os EUA prosseguem "em seus esforços para enfraquecer a proibição absoluta da tortura e de outros maus-tratos. Autoridades de alto escalão recusaram-se a denunciar a infame prática de asfixia na "prancha d'água" (waterboarding). O presidente dos EUA autorizou que a CIA prosseguisse com as detenções e com os interrogatórios secretos, mesmo que isso consista no crime internacional de desaparecimento forçado".

Não é só em Guantánamo que os norte-americanos expressam a falta de compromisso com os direitos humanos, em Bagram e no Iraque, milhares de pessoas continuam a ser detidas sem acusação, nem julgamento. "Muitos deles estão há mais de seis anos nessa condição", disse o Informe. A Anistia já defendeu, repetidas vezes, que a prisão de Guantánamo deve ser fechada.

Para a Anistia, as violações aos "direitos humanos não são tragédias isoladas, mas que atuam como vírus que podem infectar e se propagar com rapidez e por a todos em perigo". Assim, os governos precisam atuar juntos para superar o problema. O Informe cobrou da China a efetivação de suas promessas, em matéria de direitos humanos, que formulou em torno dos Jugos Olímpicos; e, da União Européia a aplicação, para seus próprios membros, das exigências sobre direitos humanos que faz a terceiros.

"Apesar de os líderes mundiais alegarem ter-se comprometido com a erradicação da pobreza, em sua grande maioria, ignoraram os abusos de direitos humanos que provocam e que aprofundam a pobreza. A promessa da Declaração Universal dos Direitos Humanos continuou a existir só no papel", acrescentou.

Migrantes são demitidos por reivindicar melhores condições de trabalho

Fonte Adital -
Dezessete assalariados rurais foram demitidos pela Usaciga - Açucar, Álcool e Energia Elétrica S/A, localizada no município de Cidade Gaúcha (região noroeste do Paraná). Segundo os trabalhadores, que são oriundos do Piauí e residiam no município de Tapira (também na região noroeste), a demissão foi uma retaliação da direção da empresa às reivindicações apresentadas por eles no último dia 22.
Desde início da atual safra os assalariados rurais têm reclamado do baixo preço pago pelo metro da cana cortada. No último dia 22/05/08 (dia da demissão), o preço pago pela USACIGA foi de apenas R$ 0,08 centavos o metro de cana cortado (o que resultou em uma diária de apenas R$ 8,00). Agentes da CPT que estiveram na região puderam constatar que após a demissão a Usina passou a intimidar os migrantes que estavam alojados em casas no município de Tapira.

Durante estes seis dias a empresa se recusou a informar se arcaria com as despesas e quando seria o retorno dos trabalhadores ao Piauí. Os assalariados também reclamaram que a Usina não honrou os acordos estabelecidos no momento do aliciamento. Diferentemente do prometido, foram os próprios trabalhadores os responsáveis por arcar com as despesas de aluguel, água, luz e alimentação.

No momento, da rescisão de contrato realizada ontem (28) no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, em Cidade Gaúcha, a Usina se negou a acertar as despesas pagas pelos migrantes.

Fonte: Comissão Pastoral da Terra do Paraná

24 de maio de 2008

Ecoturismo é opção para valorização da cultura indígena no sul da Bahia

Fonte Adital:
Jaguatiry Pataxó foi palestrante do painel "A experiência de turismo sustentável na reserva de Jaqueira, na Bahia", durante o II Seminário Internacional de Turismo Sustentável, realizado de 12 a 15 de maio em Fortaleza, Ceará.
Nesta entrevista, ele fala um pouco sobre o ecoturismo na aldeia Coroa Vermelha, situada no sul da Bahia, próximo a Porto Seguro, uma das regiões mais exploradas pelo turismo de massa no Estado.

De que forma é realizado o turismo na comunidade de vocês?

Jaguatiry Pataxó - É um projeto pioneiro de ecoturismo na região. Primeiro tem uma palestra cultural, a gente fala um pouco da cultura Pataxó, (sobre) os processos de transformação ao longo dos anos, a luta pela demarcação da terra. (Pataxó) Era um povo que vivia numa só comunidade. Em 1950, teve um massacre na aldeia. Policiais nos confundiram com um grupo que saqueou uma vila. O massacre durou por volta de 28 dias. Depois, as pessoas tiveram que se dividir e surgiram 23 aldeias (20 na Bahia e 3 em Minas Gerais). São ao todo 15 mil Pataxó (no país).

Há quantos anos vocês praticam o turismo comunitário e como surgiu a idéia?

Jaguatiry Pataxó - Há 10 anos. O ecoturismo surgiu porque a gente vivia num território de mata primária, mata atlântica e a gente queria usar o espaço sem agredir. Como a gente vive numa área turística, a gente viu a necessidade do visitante chegar na comunidade e não ver o indígena só como objeto de exposição, de chegar só para comprar o artesanato e ir embora. A gente quer um turista que respeite as regras da comunidade, seus membros e valorize o que está conhecendo.

Como é a distribuição da renda gerada com o turismo na comunidade?

Jaguatiry Pataxó - Com a renda, ajudamos a escola indígena, o posto de saúde, damos suporte às outras associações que não têm local físico para trabalhar.

Que tipos de associações?

Jaguatiry Pataxó - Associação de pescadores, indígena, a cooperativa de habitação, a associação comunitária e também a associação de agricultores indígenas. Agora a gente quer criar um roteiro nas aldeias para as associações.

Como vocês vêem o turismo convencional, de massa?

Jaguatiry Pataxó - Existem agências que atuam com o turismo de massa, como a CVC. A CVC já procurou a gente, mas a gente não quer quantidade, a gente quer qualidade. Não adianta vir com quinhentos (turistas) que a gente não vai conseguir dar o nosso recado.

Por Aline Baima, assessora de Comunicação do II SITS

A cada minuto uma mulher morre de causas relacionadas à gravidez

Fonte Adital:
A organização internacional de defesa dos direitos da infância, Save the Children, divulgou seu Relatório anual sobre o Estado Mundial das Mães e revelou que a
cada minuto morre uma mulher durante a gravidez ou o parto; em média, uma de cada 21 mulheres morre de causas relacionadas à gravidez.
Na América Latina, o documento trouxe quatro destaques positivos: Cuba, Argentina, Uruguai e Costa Rica, que figuram entre os 10 primeiros países em que as mães vivem melhor. O destaque negativo, nas Américas, foi os Estados Unidos, que, apesar de ser um país desenvolvido, ficou apenas em 27º lugar.

O relatório traz ainda dados sobre a infância no mundo. E eles são alarmantes: 200 milhões de crianças não recebem atenção médica básica. Em conseqüência disso, quase 10 milhões de crianças morrem de doenças previsíveis ou tratáveis como malária, diarréia e pneumonia. Segundo o levantamento, pelo menos 6 milhões dessas crianças poderiam ser salvas. As maiores vítimas são as crianças mais pobres.

"Apesar de que nas últimas décadas foram feitos progressos muito importantes na redução da mortalidade entre as crianças menores de cinco anos, a taxa de mortalidade entre as crianças mais pobres não se reduziu tão favoravelmente e, em alguns países, inclusive piorou", disse o estudo.

Em países como o Peru e as Filipinas, as crianças mais pobres têm 3,2 vezes mais chances de não receberam atenção médica. Quase 50% das crianças peruanas necessitam de atenção médica; entre as filipinas, são 46%. Nos 55 países em desenvolvimento, as diferenças entre os mais pobres e os ricos se fazem mais evidentes, pois, em 30% deles, as crianças não têm acesso a cuidados médicos básicos.

"Se todas as crianças - ricas e pobres por igual - tivessem acesso a um programa básico de atenção sanitária, 6,1 milhões de crianças poderiam sobreviver a cada ano", disse o documento. Cuidados como o pré-natal, assistência qualificada durante o parto, imunizações, que poderiam salvar a vida de milhares de crianças e mães, não são realizados.

No mundo, uma de cada três crianças sofre de desnutrição. Metade da população mundial não tem acesso a água segura. Na Etiópia e na Somália mais de 80% das crianças não recebem cuidados médicos. O gasto com saúde também é desproporcional entre os países pobres e ricos. Se gasta menos bem menos com saúde do que o necessário e, além disso, "as causas que provocam a morte da maioria das crianças não recebem a porcentagem de financiamento que lhes deveria corresponder".

Na América Latina, as piores taxas de sobrevivência infantil - que também estão entre as piores do mundo - são de Brasil, Bolívia e Peru. De acordo com o Ranking de Acesso à Atenção Sanitária, o Peru tem a pior taxa de sobrevivência: as crianças peruanas mais pobres têm 7,4 vezes mais probabilidades de morrer que as crianças mais ricas.

As recomendações da Save the Children são: desenvolver programas de assistência sanitária dirigidas às mães e às crianças mais pobres; fortalecer os sistemas de atenção sanitária básica; oferecer atenção básica para a saúde das mães; e investir em trabalhadores sanitários da comunidade para chegar até os mais pobres com cuidados básicos que podem salvar vidas.

Corpus Christi despedaçado

Fonte Adital:

Ó Jesus no ventre materno
Em Maria a gerar
Olha para as mães grávidas
Sem família e sem um lar
Junta todos os pedaços
De sangue, suor e dor
Ó meu Jesus Eucarístico,
Vem mostrar o teu amor!
Sacramento do amor
Pão da vida salutar
Os sem teto chorando
Seu suor a derramar
Ó meu Jesus Eucarístico,
Este povo a clamar
Junta todos os pedaços
Vem logo os ajudar!

Com os Mártires da terra
Nós queremos te adorar
Ó meu Jesus Eucarístico,
Este sangue a derramar
Estas vidas em pedaços
Este povo a caminhar
Com os jovens sofredores
Nós iremos te louvar!

Partilhar a Boa Nova
A todos saber amar
Estas vidas em pedaços
Este povo a caminhar
Ó meu Jesus Eucarístico,
Vem logo nos ajudar
Abraça a mãe solteira
E a viúva a chorar!

Estas crianças sofridas
Estes jovens a lutar
Destrói do nosso país
A droga a maltratar
Ó meu Jesus Eucarístico,
Vem logo nos confortar
Estas vidas em pedaços
Sem terra e sem um lar!

Os presos do nosso país
Muitas vezes a chorar
Suas vidas em pedaços
Com as famílias a gritar
Ó meu Jesus Eucarístico,
Este povo a suplicar
Quebra toda corrente
Que possa aprisionar!

A violência da mídia
Entrando em nosso lar
Até a nossa irmã Morte
Sempre a nos visitar
Ó meu Jesus Eucarístico,
Venha sempre nos acalmar
Estas vidas em pedaços
Precisam se libertar!

Este país que vale ouro
A mentira a corroer
A Aids levando vidas
A corrupção a vencer
Ó meu Jesus Eucarístico,
Vem logo nos socorrer
Estas vidas em pedaços
Contigo vamos vencer!

Se depender de oração
Este povo vai se salvar
Com as novenas e rezas
Todo o povo a suplicar
Mas as vidas em pedaços
Quem poderá ajuntar?
Ó meu Jesus Eucarístico,
Venha nos conscientizar!

Neste ano decisivo
Onde o voto tem valor
As vidas despedaçadas
Sem socorro e sem amor
Ó meu Jesus Eucarístico,
Vem logo nos levantar
Livra-nos da corrupção
E dos políticos a enganar!

Em cada cidade clamamos
Meu Jesus libertador
Olha por estas famílias
Com carinho e com amor
Ó meu Jesus Eucarístico,
Do álcool vem libertar
A estas vidas em pedaços
A tua paz vem nos dar!


* Frade da Ordem Carmelita

Cerca de 250 mil crianças atuam em conflitos armados

Fonte: Adital
Os esforços mundiais para dar fim ao recrutamento de crianças soldados não são suficientes, ou chegam muito tarde. Essa foi a conclusão a que chegou o Relatório Global 2008 "Crianças Soldados", da Coalizão para Acabar com Crianças Soldados, divulgado na última terça-feira (20), após constatar que 250 mil meninos e meninos ainda atuam em conflitos armados pelo mundo.
Até o final de 2007, havia crianças envolvidas em 17 conflitos, dez a menos que em 2004. A redução deve-se, principalmente, pelo fim de longos conflitos na África Subsariana. Mas, segundo Victoria Forbes Adam, diretora da Coalizão, "as estratégias atuais não tiveram o efeito desejado. Para alcançar maior progresso é necessário que se reconheça que a questão das crianças soldados não é relevante só para os especialistas nos direitos da infância".

O trabalho traz dados sobre o recrutamento militar de menores de 18 anos, em 190 países, em exércitos ou grupos armados não estatais, em tempos de guerra e em tempos de paz. E de acordo com ele, os meninos e meninas atuam em nove diferentes situações de conflito armado, além de integrarem grupos armados de 24 países, e exércitos de 26.

"Nem o consenso praticamente universal de que os menores não devem ser utilizados como soldados, nem os enérgicos esforços internacionais - das Nações Unidas- para dar fim ao fenômeno, conseguiram proteger milhares de crianças da participação na guerra. Onde surge um conflito armado é quase inevitável que os menores acabem participando dele como soldados", disse o relatório.

Na América Latina, o recrutamento de crianças se faz presente, com maior gravidade, na Colômbia, onde meninos e meninas atuam no conflito armado, que assola o país há cerca de 40 anos, tanto em grupos paramilitares - apoiados pelo governo -, como na guerrilha.

Em Mianmar (Birmânia), em Chad, na República Democrática do Congo, na Somália, no Sudão, em Uganda e no Iêmen, as crianças são exploradas diariamente nos conflitos. As meninas são mais afetadas, pois, além de exploradas nas forças de combate, elas são vítimas de abusos e violações sexuais.

Os métodos de exploração dos menores de idade são variados. Em Israel, as forças de defesa as utilizam como escudos humanos, colocando-as na frente do combate. Países desenvolvidos, que costumam colocar-se na vanguarda da proteção aos direitos humanos, como Inglaterra e Alemanha, permitem que menores de 18 anos se inscrevam em seus exércitos. A Inglaterra, inclusive, mandou meninos de 17 anos para o Iraque.

Os Estados Unidos não envia menores de 18 anos para as guerras que ajuda a promover, mas é acusado, assim como Israel e Burundi, de maltratar e/ou torturar menores, detidos durante os conflitos, que sejam suspeitos de serem associados a grupos armados.

O recrutamento militar de menores em tempos de paz dificulta a concretização de uma norma mundial que proíba a exploração das crianças em tempos de conflitos. Atualmente, pelo menos 63 governos permitem o recrutamento voluntário de adolescentes de 16 e 17 anos de idade.